Assim de repente

Intrigam-me muitas coisas, posso dizê-lo.
Aparte o cabelo do José Cid e a possibilidade de pena de morte para o Miguel Ângelo dos Delfins, uma das coisas que mais me perturbam será, actualmente, o processo de engate da malta portuguesa.
Perturba-me, e haverá poucas pessoas que possam dizer o mesmo com tanta convicção, porque uma única vez que meti conversa com uma jovem num bar, ela riu-se alarvemente na minha cara, para logo de seguida virar costas. Sem contar nenhuma piada. Confirmem os senhores leitores se é inaptidão ou…
Ataca-me ferozmente o juízo aquele repente, em que, passado um breve “Que horas tem?”, se passa a um prolongado “Em tua casa ou na minha?”. Intriga-me. Que rumo toma uma conversa que começa por “Que horas tem?”
Segue hipoteticamente.
”Pois são 2 e 25”
“Pois é, já passa uma hora da 1 e 25”
Ou talvez:
“Pois são 2 e 25”
“Cheguei aqui ao bar há cerca de uma hora”
Ou simplesmente:
”Pois são 2 e 25”
“Parece-me uma excelente hora para fornicanço…”
Presumo que seja isto.
Pedro Santana Lopes, estudioso do comportamento humano, nome pomposo para “Vadio que não faz nenhum e só chula os portugueses”, conseguiu um outro método mais eficiente, que passo a citar:
“São agora exactamente 2 e 25, e acabou agora de abrir uma vaga para minha secretária.”

4 Responses to “Assim de repente”

  1. # Blogger Voice_Of_The_Opressed

    experimenta usar essa pode ser que tenhas sorte, ou podes sempre ameaçar a dita femea, de que modo isso deixo à imaginação :D  

  2. # Anonymous Anónimo

    O filósofo Gilberto Coelho, que até tem vídeos no youtube, diz o seguinte: "a chave é a persistência. Podemos levar 20 ou 30 tampas a noite toda, mas há de haver alguma que responde positivamente."

    Desistir à primeira não é solução. Quem o conseguiria à primeira??  

  3. # Blogger Pedro F. Guerreiro

    Precisamente, o Pedro Santana Lopes.  

  4. # Blogger Ismael

    Pois. Ou, então, o indivíduo que conhece o Lopes da Silva.  

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