amor à camisola

Giovanni Trapattoni afirmou que gostava de morrer no banco, durante um jogo.
Desejo estranho, mórbido mesmo, para quem não gosta de trabalhar, e somos muitos nesta categoria. Faz-nos parecer preguiçosos, dá-nos má imagem, a nós, aos jovens que deveriam ter esta atitude de liberdade e divertimento para com a vida.
Um exemplo na dedicação ao grande amor da sua vida, Trap não se vê na reforma, apesar de constar no seu bilhete de identidade a data 17 de Março de 1939 como dia do nascimento.
Aos 68 anos a velha raposa comandou equipas em Itália, Portugal, Alemanha e agora Áustria, onde se sagrou novamente campeão.
Não me parece que Trap saiba ou queira fazer qualquer outro oficio. Não quer a reforma, não sabe estar parado. Não quer estar parado.
Como Trapattoni tantos outros por este Portugal e Mundo. Ainda que muitos se contentem com a geralmente pequena reforma, outros não conseguem parar de trabalhar. Diz o ditado e muito bem que parar é morrer. Certas vezes acontece, o ditado do povo concretiza-se.
Quando acaba a ligação à segurança do trabalho, da rotina, daquilo que se sabe fazer e se fez ao longo de tantos anos algo desaparece dentro das pessoas. São muitas vezes relegadas para um mundo de solidão interior, de vazio, que os acompanhará até ao último dia.
Sabe bem ler e ouvir as palavras de Trapattoni. Conheço pessoas assim.
Cá por casa tenho um caso. Ligeiramente mais velho que o senhor italiano, mas não menos hábil, perspicaz e persistente naquilo que faz. É um exemplo. São um exemplo.
Não sei se tenho ou se muitos terão a mesma força de vontade de Trapattoni, ou mesmo se compreenderão as suas palavras.
Eu compreendo, não garanto é os mesmos resultados e opiniões quando chegar à idade deste signori com a tal estrelinha vencedora.

3 Responses to “amor à camisola”

  1. # Anonymous Anónimo

    lamechas.  

  2. # Blogger Bruno Nunes

    São coisas que acontecem.  

  3. # Anonymous inha

    Nem parece um post do bruno... kutxi kutxi!  

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